IDÉIAS PRÁTICAS PARA TRABALHAR COM: DIFICULDADES ESPECIFICAS DE APRENDIZAGEM
IDÉIAS
PRÁTICAS PARA TRABALHAR COM: DIFICULDADES ESPECIFICAS DE APRENDIZAGEM
Dificuldades específicas de aprendizagem tem como objetivo
oferecer aos professores informações diretas, acessíveis e práticas para
reconhecer e entender quais são os sintomas relacionados às dificuldades de
aprendizagem mais comuns: dislexia, discalculia, disgrafia, dispraxia, Tdah,
ASD, TOC, juntamente com estratégias e diretrizes de ação relacionadas
especificamente a esses alunos. A autora oferece uma visão das fraquezas e
pontos fortes associados a cada uma dessas dificuldades, mostrando o que pode
ser feito pelo professor para que ele consiga um pleno desenvolvimento de seus
alunos.
O desafio para os professores é possibilitar que esses jovens
encontrem maneiras de contornar seus problemas e aproveitar seus talentos. Sua
inteligência e seu potencial podem ser subestimados e existe o perigo de que
eles deixem a escola com baixa autoestima e com notas e aspirações mais baixas
do que poderiam ter alcançado. Muitos têm talentos, habilidades e capacidade
intelectual que lhes permitirão ter grande sucesso na carreira escolhida.
O que são Dificuldades
de Aprendizagem Especificas (DAEs) – o termo foi definido como “uma determinada
dificuldade em uma área de aprendizagem de uma criança que tem desempenho
satisfatório em outras áreas” (Worthington, 2003). Esses problemas geralmente
ocorrem numa mesma família e em todos os grupos raciais e condições
econômicas. Tais indivíduos não podem
ser curados e não superam suas dificuldades, mas podem ser ensinados a
descobrir uma série de estratégias de enfrentamento alternativas para ajudá-los
a assimilar e reter informações, passar nas provas e tornar se adultos bem-sucedidos.
Dificuldades Específicas de Aprendizagem são desordens do
neurodesenvolvimento que comprometem a capacidade para aprender habilidades
acadêmicas específicas. As DEAs mais comuns são:
ü Dislexia: problema de leitura e escrita e ortografia.
ü Discalculia Problemas com números e compreensão dos exercícios
de matemática.
ü Disgrafia: problemas físicos com a escrita a mão.
ü Dispraxia: problemas de movimento e coordenação.
ü Disortografia - A disortografia é a escrita
incorreta, com erros e substituições de grafemas, alteração
atribuída às dificuldades no mecanismo de conversão letra-som que interferem nas funções auditivas superiores e nas
habilidades linguístico-perceptivas.
Agora vamos descrever outras
condições que não são consideradas Transtornos de Aprendizagem, mas que
impactam negativamente e atrapalham o processo de aprendizado:
Transtorno do Déficit de
Atenção com Hiperatividadea - O Transtorno do Déficit de
Atenção com Hiperatividade (TDAH) não é um transtorno de aprendizagem, mas
afeta o processo de aprendizagem da criança. Entre os sintomas, destacam-se
desatenção, hiperatividade e impulsividade.
Transtorno do Espectro
Autista (TEA) – como a Síndrome de Asperger: dificuldades sociais e
de comunicação, constrangimento na interação social, discurso factual
desprovido de imaginação e preocupação com interesses muito restritos.
Transtorno Obsessivo
Compulsivo (TOC) - preocupação e medos infundados (obsessões) que
levam a padrões repetitivos de comportamento(compulsões). –
Transtorno do Processamento
Auditivo Central - É conhecido também como Disfunção Auditiva
Central e afeta as vias centrais da audição. Sendo assim, atinge as áreas do
cérebro relacionadas às habilidades auditivas e dificulta a detecção e a
interpretação das informações sonoras. Dessa forma, a pessoa ouvirá, porém terá
dificuldades em interpretar a mensagem recebida. Entre os sintomas destacam-se
a dificuldade de memorização em atividades diárias, não conseguir ler e
escrever, fadiga nas aulas, demorar a compreender o que foi falado, falta de
atenção ou distração em excesso, necessidade de que a pessoa repita as frases,
agitação e dificuldade para executar tarefas solicitadas.
COMO APRENDEMOS MELHOR?
Todos nós temos pontos
fortes e fracos e formas como preferimos aprender.
Lado esquerdo ou direito do
cérebro?
O nosso cérebro possui duas metades que tem papéis diferentes. Elas são
ligadas por nervos que permitem que os dois lados do cérebro se comuniquem, mas
na maioria de nós um lado é dominante, fazendo-nos dizer que somos mais
“orientados pelo lado esquerdo do cérebro” ou “orientados pelo lado direito do
cérebro”. Isso afeta nossas habilidades, percepções e personalidade. Também
influencia no que somos bons e como gostamos de aprender.
O cérebro aprende a partir da combinação de estímulos
Se você sente que não consegue
aprender, talvez esteja precisando variar as suas metodologias de aprendizado.
Afinal, o cérebro aprende a partir da combinação de diversos estímulos.
O lado esquerdo é responsável pelo perfil acadêmico: do raciocínio lógico, fala,
matemática. É o lado responsável por ler, ouvir, falar, observar. Assim, quando
você absorve conteúdo sozinho, você está utilizando esta parte do cérebro.
Já o direito, é o lado da criatividade: arte, dança, da coletividade. Quando
você debate temas, ensina a alguém ou prática, você aprende mais, porque o
cérebro se esforça para estruturar a sua resposta por meio da interpretação dos
dados absorvidos criando um raciocínio coerente.
Desse modo, quando você combina
diversos estímulos, o cérebro aprende, já que quando ambos os hemisférios
(direito e esquerdo) estão em sintonia, o raciocínio e a memorização são
favorecidos, fechando o ciclo do aprendizado.
Diferentes estilos de aprendizagem
A informação é recebida através de três canais principais:
ü Visual: o que vemos
ü Auditivo: o que ouvimos
ü Cenestésico: o que sentimos
O estilo visual
São pessoas que aprendem através da visão,
sendo sua assimilação do conteúdo facilitada através de palavras, imagens,
gráficos, vídeos, entre outros.
Os aprendizes visuais podem ser verbais ou não-verbais:
- Verbais: aprendem melhor com a leitura e
escrita;
- Não verbais: aprendem melhor com imagens,
gráficos, fotografias, vídeos, etc.
O estilo auditivo
São estudantes que aprendem através da escuta,
seja através de músicas, podcasts e áudios; seja através da comunicação oral,
como discussões.
O estilo cinestésico
Por fim, as pessoas com estilo cinestésico
aprendem através do movimento e do estímulo externo. São estudantes cuja
assimilação é facilitada através da interação e possibilidade de manipulação de
materiais – até mesmo pela simples possibilidade de grifar um texto, por
exemplo. Assim, vale destacar que o estilo cinestésico não se trata somente da
movimentação física, mas da interação com o material – através de grifos,
recursos digitais como iluminadores, gravação do que foi visto de forma
escrita, entre outros.


Comentários
Postar um comentário